sexta-feira, 13 de abril de 2018

'Viúva da Mega-Sena' tem prisão decretada pela Justiça do Rio

A Justiça do Rio determinou, na terça-feira (10), a prisão a ex-cabeleireira Adriana Ferreira Almeida Nascimento, condenada a 20 anos de prisão por mandar matar o marido, Renné Senna, 54, que ganhou R$ 52 milhões na Mega-Sena em 2005.  Na decisão, o magistrado Pedro Amorim Gotlib Pilderwasser, da 2ª Vara Criminal de Rio Bonito, recorda que, no entendimento do Supremo Tribunal Federal (STF)v, a pena de prisão pode começar a ser cumprida após condenação em segunda instância, mesmo que ainda caiba recurso especial ou extraordinário ao caso. 
Segundo o Tribunal de Justiça do Rio, no caso de Nascimento, que ficou conhecida como a Viúva da Mega-Sena, o recurso que pedia a realização de um novo júri não foi aceito pela 2ª Vara de Rio Bonito e essa decisão foi mantida pela 8ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio, esgotando a discussão em segunda instância. "Pelo exposto, respeitado o duplo grau de jurisdição e definida autoria e materialidade do delito, não há razão para que seja postergada a execução da pena, em especial no caso em análise que tem por objeto crime praticado há mais de uma década", afirmou a decisão do juiz. Em fevereiro, a Justiça anulou o testamento da vítima, que deixava metade de seus bens para a sua única filha e os outros 50% para a viúva. A decisão aceitou recurso dos familiares do milionário e apontou que Nascimento "não estava legitimada a receber a herança em razão de ter sido condenada criminalmente pela morte dolosa de Renné".

Morte

Senna foi morto em janeiro 2007, dois anos após ganhar o prêmio de R$ 52 milhões na Mega-Sena. A viúva teria se aliado a uma amiga e a quatro ex-seguranças do milionário para cometer o crime. Deficiente físico, Senna teve as duas pernas amputadas por causa da diabetes. O ex-lavrador foi morto com quatro tiros na cabeça em um  bar em Rio Bonito (RJ).Em 2016, Adriana foi condenada a 20 anos de prisão como mandante do crime, mas recorria da decisão em liberdade. O ex-PM Anderson Sousa e o funcionário público Ednei Gonçalves Pereira, acusados de serem os autores dos disparos, foram condenados, em julho de 2009, a 18 anos de prisão pelo crime. A outra ré no processo, amiga de Adriana, foi absolvida.
Folhapress