domingo, 10 de junho de 2018

Preço do diesel recua R$ 0,35 em uma semana, informa ANP

Levantamento da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) aponta recuo de R$ 0,35 no valor do diesel uma semana após o acordo que colocou fim à greve dos caminhoneiros.O cálculo mostra que a queda de R$ 0,46 no preço prometida pelo governo ainda não foi inteiramente repassada ao consumidor final nos postos. No mesmo período, o preço da gasolina ficou praticamente estável. O litro do diesel nas bombas caiu de R$ 3,828 para R$ 3,482, ou seja, uma queda de 9%.
O preço máximo encontrado pela ANP foi de R$ 4,859. Segundo o diretor-geral da ANP, Décio Oddone, a redução do preço poderá levar até 15 dias para chegar aos consumidores de todo o país. A medida entrou em vigou no dia primeiro de junho.

Política de reajustes

O presidente da Petrobras, Ivan Monteiro, reafirmou na quinta-feira (7), no Rio de Janeiro, a predisposição da estatal de contribuir com a audiência pública, no âmbito da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP), com vistas a definir a periodicidade dos reajustes do preço da gasolina. "A Petrobras vai aguardar o processo da consulta pública, que me parece ter dois pilares claros: liberdade e competição. Então, nós vamos aguardar com calma este processo e vamos contribuir para a consulta. Mas, só vamos tomar alguma decisão sobre a atuação comercial da Petrobras após as conclusões [da consulta]”, disse.

Liberdade e transparência

Ele lembrou que o processo conduzido pela agência reguladora está apenas no início e que a empresa "não sabe o final dele". "O que me parece claro é que os pilares que o norteiam são de liberdade, transparência e competição". Monteiro lembrou que a Petrobras hoje vem praticando reajuste diário, no caso da gasolina, dentro do padrão de atuação comercial e que, por isso mesmo, "a postura da companhia é de aguardar o resultado da consulta e apenas após o resultado, com a qual a gente vai contribuir, a gente vai tomar uma decisão, até porque a companhia não sabe o resultado da pesquisa". No último dia 5, em nota, a Petrobras já havia informado o intuito de colaborar com as discussões lideradas pela ANP. "Um diálogo que permita a formação de preços, alinhada às condições de mercado e maior previsibilidade, como proposto pela ANP, pode resultar em maior competição, ao mesmo tempo em que mantém a liberdade para formação de preços da Petrobras e demais atores do setor de óleo e gás" disse a empresa.
EBC